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Para marcar o tempo (1)

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Larissa Seixas

Paulo Gustavo morreu ontem e eu passei o dia com vontade de chorar mesmo não entendendo ele como artista. Meu tipo de humor é diferente do mundo de gente que está sentindo tanto e me fazendo sentir também.

Hoje foi um dia esquisito em que as coisas que estavam previstas não aconteceram e outras que eu não esperava me pegaram de surpresa, me irritaram, me tiraram a vontade.

Acho que nunca vou conseguir conquistar alguma coisa que demande esforço porque não tenho a persistência necessária para não desistir. Admiro quem tem paciência de vencer o tédio, a contrariedade, o ciclo de erros.

Sou feito fogo que consome tudo de uma hora para a outra e termina o que começou em segundos. Se a minha busca demora o tempo de uma construção, tijolo por tijolo, eu queimo o combustível e fico pelo caminho.

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