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Crônicas

Para marcar o tempo [5]

Recebi um abraço frouxo quando precisava ser abotoada. Nesses dias de pandemia, não há muita gente com quem eu me arrisque. Mas a minha urgência foi desprezada e eu senti frio pela distância. Disso eu vou lembrar por algum tempo.

Para marcar o tempo [4]

Hoje acordei cantando Desculpe o Auê e me consolei imaginando que tenho algo em comum com Ritinha. Foi ciúme, sim. Perdi a cabeça. Esqueça. E uma coisa me levou a outra: lembrei que Machadinho também era assim. Nunca erraram.

Para marcar o tempo [3]

Nessa semana, levei um sacolejo e ainda estou tentando me manter de pé. Coloquei a culpa no eclipse de quarta porque era uma questão de tempo até que o universo se alinhasse. Os sinais foram muitos e claros, eu até tentei fazer alguma coisa a respeito mas não sabia o quê.

Para marcar o tempo [2]

Hoje de manhã acordei cedo, tomei café com Vini e depois voltei para cama. Pela porta da varanda, podia ver as Jandaias comerem açaí no terreno do vizinho. Gastei uma hora entre essa distração e Pepe. Acho que devia ser direito humanitário passar 1 hora do dia observando pássaros.