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Meu companheiro, O Pintassilgo

Dia desses vi num teste do Buzzfeed o nome de um livro que meu marido tinha na estante, e prontamente peguei para ler sem saber do que se tratava, O Pintassilgo. Como estou de férias all by myself, o livro virou minha companhia inseparável durante uma semana, ocupando o lugar do trabalho, um respiro em meio ao monte de nadas para fazer. Com ele vivi momentos angustiantes e muito felizes, fiquei melhor amiga-platônica de Theo, sofri pelas situações difíceis que a vida o colocava, torci para que conseguisse encontrar um lar ou alguém que lhe trouxesse apoio e condições de levar a vida de forma limpa.

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A feminista que escreveu Americanah

Semana passada eu terminei de ler Americanah e fiquei encantada. Não era um livro que eu tinha comprado porque eu queria muito – eu ganhei de presente porque meu marido viu na lista dos livros lidos por Barack Obama em 2018 – mas logo nos primeiros capítulos foi uma história que me fez cair de amores. Para minha surpresa era um romance (!) e falava sobre a vida de uma moça nigeriana indo fazer faculdade nos Estados Unidos – vivendo um bocado no meio do caminho – e depois voltando para casa.

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Histórias de amor moldam a gente

Na última edição da newsletter Women Who (que tem ótimas dicas de aperfeiçoamento profissional para mulheres) eu conheci a escritora inglesa Dolly Alderton e seu podcast Love Stories. A proposta da série de entrevistas é conversar com personalidades sobre como os relacionamentos que elas viveram moldaram suas vidas. Como eu adoro uma DR, eu achei o título do podcast bastante sugestivo e comecei logo a ouvir. O primeiro episódio foi com a atriz e amiga da entrevistadora Vanessa Kirby (a ~perfeita~ Margareth de The Crown, Netflix).

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É preciso estar atento ao Facebook

A notícia de que o Facebook quer unificar suas plataformas de mensagens instantâneas, divulgada por Zuckerberg na quarta-feira passada, me deixou um pouco preocupada. A empresa vai combinar os serviços do WhatsApp, do Instagram e do Facebook Messenger para que usuários possam enviar e receber mensagens por meio de qualquer uma das plataformas. A primeira coisa que me veio à cabeça quando li a notícia foi a lembrança das Eleições de 2018, quando o WhatsApp permitiu a proliferação de fazendas de notícias falsas que acabaram influenciando na votação.

Nós, usuários, estamos numa sinuca de bico. Se por um lado não queremos que o governos e agências de inteligência tenham acesso às nossas conversas, por outro temos que lidar com a desinformação tornando o nosso mundo mais ignorante e a nossa vida mais difícil. No Twitter, a diretora da Aos Fatos, Tai Nalon explicou a preocupação de quem trabalha contra a desinformação: “redes mais fechadas condensam mais falsidades, pois ajudam a esconder seus autores, da mesma maneira que integrar grupos menores e mais fechados tornam o debate menos plural”.

Além disso, o plano também envolve a expansão dos serviços de e-commerce e pagamentos da empresa, mas eles ainda não explicaram qual o papel do serviço de mensagens nesse grande sistema.

O Facebook corre

Numa entrevista para a Associated Press, a diretora de Estudos de Mídia da Universidade de Virgínia, Siva Vaidhyanathan explica que o objetivo de Zuckerberg é fazer com que as pessoas abandonem os competidores (e-mail, mensagens de texto ou o serviço de mensagens da Apple) para fazer tudo através de um produto Facebook. O objetivo é transformar o Facebook em um serviço como o chinês WeChat, que tem 1.1 bilhões de usuários ativos e é dono do mais popular serviço de pagamento on-line do mundo.

Parece que o Facebook forjou uma corrida para ver quem vai dominar a vida digital do planeta, ao mesmo tempo em que luta contra a competitividade e a regulamentação. The Guardian divulgou, inclusive, que a empresa está investindo pesado em lobby contra leis de privacidade e até jogando sujo com ameaças a políticos dos EUA, Canadá, Reino Unido e Brasil na tentativa de impedir a regulamentação.

Preocupada, a Comissão para Proteção de Dados da Irlanda está buscando detalhes sobre os próximos passos da empresa. Já que a sede europeia da empresa fica lá, a Irlanda é o país responsável pela fiscalização da rede na União Europeia. A ideia de maior integração entre Facebook, Instagram e WhatsApp é um rompimento do acordo da companhia com a UE na época em que a análise antitruste autorizou a compra do WhatsApp. É também, dependendo de como for implementado, uma ruptura da legislação de privacidade de Bruxelas. Esses acertos entre UE e Facebook podem moldar o mercado digital mundial e impactar diretamente em nossas vidas na forma como nos relacionamos com nossas famílias, amigos e empresas.

Como a gente fica nessa?

Como a resposta dos governos vem em passos de formiguinhas e as movimentações do Facebook correm contra o tempo pois buscam alcançar o controle do mercado mundial, os usuários são deixados à mercê da empresa. São os nossos dados e acessos que geram receita para o bolso de Zuckerberg, por isso é preciso estar atento ao que acontece com nossas informações. Ontem, no feed do Twitter, recebi um pedido de indicações de especialistas em privacidade digital e percebi que acompanho pouquíssima coisa sobre o tema. No mesmo tweet pude encontrar alguns perfis indicados que passei a seguir (@PrivacyMatters e @yaso), e encorajo todos a fazerem o mesmo. A melhor forma de se defender da coleta ilegal de dados é estando atento, até mesmo para perceber quando é a hora de parar de usar os serviços da empresa e buscar outros meios de se relacionar tanto com outras pessoas quanto com a informação.

Bom para o fim de semana

Como hoje é o Dia da Mulher, selecionei aqui duas dicas de leitura para mulheres se organizarem financeiramente, conhecerem melhor o corpo e a alma, e se inspirar com personalidades geniais. Dá uma olhada!

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