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A escrita é o meu aborrecimento

Nem todo mundo sente o prazer da leitura de um texto bem escrito. Digo isto por experiência própria. Só uma pessoa na minha família de quase cinquenta pessoas têm uma ligação com a palavra escrita assim como eu. Minha avó materna, noventa e dois anos, é uma leitora compulsiva. Foi ela quem me deu meu primeiro livro de presente. Ela também que me deu meu primeiro dicionário quando eu estava com dificuldade de escrever as redações do colégio. E ela, neste meu último aniversário, me deu o melhor livro da pilha de presentes: Grande Sertão Veredas.

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Léxico familiar em tempos de pandemia

Sempre que vê uma coisa engraçada e fora do comum, minha mãe tem costume de dizer “que miséria!”. Aprendeu com uma amiga do ex-trabalho e passou para eu e minha irmã como se fosse uma gripe. Por impulso, a gente repete as mesmas palavras fora do ambiente familiar e a exclamação divertida causa estranheza por estar associada a uma palavra tão triste. Quem não tem o costume, só depois entende que é para rir.

Comecei a prestar atenção nessas palavras que só tem significado para meu grupo íntimo quando terminei a leitura de Léxico Familiar de Natalia Ginzburg (que li para o clube da pós de escrita).

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A campanha institucional da Netflix é uma aula de propaganda e storytelling

A Netflix lançou uma campanha institucional global para divulgar suas produções próprias e marcou um golaço de publicidade e storytelling.

Não é novidade para ninguém que a marca tem os melhores conteúdos das redes sociais, que batem todos os níveis de engajamento, mas também ajudam a fortalecer a cultura e a narrativa da empresa.

Agora eles levaram tudo isso para o mundo físico e o fizeram com maestria.

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Isso é só para dizer

Hoje é aniversário do poeta americano William Carlos William, cujo trabalho eu admito envergonhada que conheço apenas o seu poema mais famoso. Ele escreveu This is just to say como quem deixa um recado na mesa da sala para a esposa e a “nota” é um exemplo maravilhoso de pequenas vinganças que surgem num relacionamento. Vou tomar a ousadia de fazer uma tradução, mas aqui o link do original.

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“Clientes do digital só querem comprar promoção”

Domingo passado, enquanto assistia Pequenas Empresas e Grandes Negócios na televisão, eu dei uma boa risada. Numa matéria sobre empresas que migraram de lojas físicas para digital, por conta da pandemia, um entrevistado comentou que nessa mudança notou que “os clientes do digital só querem comprar coisa em promoção” e que agora ele tem que inventar novas promoções o tempo todo. E é isso mesmo.

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