Marketing digital,  Negócios

O que vi no Content Summit

Fim de semana passado pude assistir ao dia de palestras do Content Summit e conhecer um pouco mais do conteúdo que o pessoal de São Paulo anda produzindo. De cara pude perceber que era um evento voltado para pessoas (creators) e não marcas. Para palestrar ali não estavam grandes empresas da comunicação digital, nem personalidades youtubers com audiência na casa dos milhões. O que foi um pouco decepcionante pois era essa a ideia que eu tinha do evento, mas foi também muito legal de uma forma diferente.

Resolvi então separar as ideias e projetos mais bacanas que apareceram por lá para dividir aqui no blog.

Quer ser produtor de conteúdo? Fuja do modelo atual de agência.

Não é novidade para ninguém que o modelo atual de agência de comunicação está detonado, tentando de alguma forma se manter de pé nessa grande onda chamada internet. A palestra errada (quem quiser saber porque pergunta das redes sociais) do ex-DM9 e ex-Perestroika Marcio Collage serviu apenas para uma coisa: mostrar com as próprias falhas que a agência atual está fadada ao fracasso e é preciso encontrar novas formas de ganhar dinheiro. [Montar mais uma hamburgueria, quem sabe? Rs.]

Menos hero e mais help

Mais voltado para os profissionais que produzem para marcas, Eder Redder mostrou como vem realizando bons trabalhos para Latam e Wine. Sua ideia de conteúdo não é baseada em campanhas fodas com aposta alta em apenas um projeto (o que se chama conteúdo Hero), ele defende que é preciso pensar primeiro na missão da campanha (dentro de um território concreto), depois nas pautas (com o enfoque correto), em seguida na jornada do comprador (no momento e no canal certo) e por fim na produção do conteúdo, que deve ser inteligente e otimizada. Construíndo assim uma comunicação baseada em conteúdos help e hub (entenda melhor esse conceito aqui), e diversificando a gama de projetos que também renda lucros para a agência.

Não tenha medo dos seus sonhos

Raquel Ferraz é uma designer gráfica paulistana que já trabalhou em todos os processos de confecção de roupas e chegou a ser estilista de uma marca carioca, mas largou tudo porque não encontrou a felicidade. Voltando para a casa da mãe ela resolveu criar sua própria marca de jeans com venda on-line e gastou todas as suas economias nisso, mas também não deu certo. Foi ai que ela conseguiu alugar uma garagem a preço de estacionamento e montar a sua primeira loja, começando aí a vender algumas peças fora do seu círculo social. Esse foi o início da Yes I am Jeans, uma marca supercool que mantém uma comunicação digital de bastante personalidade, refletindo a vida da sua fundadora.

Como a escuta ativa pode inspirar pessoas

Mais um projeto de iniciativa pessoal, o Rabbit Hole foi uma criação de Nataly Simon numa tentativa de entender qual o seu papel no mundo. Ele é um programa experimental de autoconhecimento que reune um grupo de 4 pessoas “perdidas” em encontros de grupo e com especialistas para entender qual o caminho que elas realmente querem seguir e o que fazer para que ele dê certo. Por meio da “escuta ativa” e do entendimento do outro de uma forma empática, Nataly busca inspirar conteúdo que pode ser melhor aproveitado por quem ainda está em busca.

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