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Eu vi, amei e recomendei o filme da Mulher Maravilha

Eu não tinha a intenção de assistir o filme da Mulher Maravilha, até todo mundo começar a falar sobre ele. Fui na estreia sem saber o que esperar. A única produção anterior da Mulher Maravilha que haviam feito foi uma série de TV que minha mãe assistia quando era criança, e da série eu só sei o nome da atriz, repetido por minha mãe algumas vezes: Linda Carter.

Nem mesmo tinha assitido os filmes anteriores da DC em que Gal Gadot aparece, simplesmente porque eu não vejo todos os filmes de superheróis. Eu escolho. Para mim, filmes de superheróis têm praticamente a mesma narrativa e isso cansa. Só alguns dão a sorte de ter uma abordagem mais engraçadinha ou dramática inteligente.

Mas, por ouvir falar, me interessei, assisti, gostei e divulguei nas redes sociais. Eu e milhares de moças em todo o mundo. O filme da Mulher Maravilha bateu recorde mundial de box office feminino e dentre os usuários que mais falaram sobre a estreia na internet, 54% eram mulheres, grande parte entre 25 e 44 anos. Pois é, esse não é um filme de superherói comum, já que abrange boa quantidade da geração X.

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A história do filme é a mesma que tantos outros: o superherói cresce sem saber de seus poderes até que forças externas o fazem descobrir. Ele entra em confronto com o mal, pendenga, se frustra, supera desafios e vence. Não chamaria atenção do público que chamou não fosse o papel principal ter sido representado por uma mulher. Ou o roteiro ter momentos de guerra, poder, humor, e romance que não diminuem o protagonismo dela em nenhum momento. Ou a direção feminina ter sido tão boa, que chamou atenção tanto quanto o filme.

Já estava mais do que na hora de Hollywood apostar em histórias de superheroínas protagonistas para contar na telona. O mercado está aí para quem quiser enxergar. Agora estamos à espera das histórias da Viúva Negra, Mulher Gato, Feiticeira Escarlate, Tempestade, Vampira, Jean Grey, Arlequina, Elektra e tantas outras, bem contadas, por favor.

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