Equilíbrio entre arte e trabalho

Entrei na faculdade de jornalismo com a esperança de um dia ser colunista do jornal A Tarde, na época o maior jornal da cidade de Salvador. Com o tempo meu sonho foi se despedaçando junto com a estrutura física e intelectual do jornal que se viu atolado em dívidas e perdeu espaço para a internet.

Quando eu saí da faculdade eu já trabalhava numa organização não governamental que abastecia um site de notícias sobre sustentabilidade, mas não conseguia fechar contratos para se manter funcionando. Eu amava fazer entrevistas com voluntários e escrever sobre as últimas novidades do mundo sustentável, mas recebia pouco e sabia que não teria uma carreira na empresa – então, meu pai me convenceu que era a hora de fazer um mestrado fora.

Fui e voltei de uma das piores/melhores experiências da vida completamente mudada, sem saber qual era o meu lugar nesse mundo velho/novo após o vazio que deixei aqui no Brasil. Tive que retomar tudo de novo, mas não via mais futuro no jornalismo e acabei entrando para a publicidade digital. Na vida, às vezes a gente escolhe e às vezes é escolhido. Foi assim comigo e com a publicidade, eles precisavam de mim e eu não tinha para onde ir. Desde então faço conteúdo para marcas.

Mas a minha paixão por contar histórias continua acesa e de vez em quando sai como em pequenas explosões do meu corpo para o mundo, como se eu precisasse desengasgar o motor da máquina para continuar funcionando. Nem sempre tenho coragem de publicar tudo o que escrevo, mas estou começando a me adaptar à exposição para continuar produzindo e melhorando. Vejo como um exercício para eu sinta orgulho de mim mesma, caso algum dia consiga tocar as pessoas com minhas ideias.

Mas, se contar minhas histórias são desengasgo, o meu combustível é o trabalho do dia a dia. Para mim, nada é pior do que não estar funcionando corretamente e ter um ofício é muito importante para manter a mente sã – além de pagar as contas! As duas coisas não podem existir separadas, sem uma a outra se torna insuportável. Foi aí que eu achei o meu equilíbrio.

É claro que tem dias que o trabalho do dia a dia suga todas minhas energias. É claro que eu preferia trabalhar sem tantas cobranças de chefe, cliente, colega de trabalho, eu mesma. Mas esse modelo de trabalho-vida-real que encontrei me mantém com os pés no chão e me dá até mais gás para organizar e produzir meus textos. A cada semana eu planejo o que vou escrever e publicar nas redes sociais do meu blog, planejo os horários disponíveis para fazer cada parte do processo, e assim vou publicando e divulgando um a um. Essa sistematização me deixa livre para poder fazer tudo o que quero fazer além: exercícios físicos, ver filmes e séries, ler alguma coisa.

A garota que achou que seria escritora/colunista do maior jornal da cidade encontrou um jeito de continuar realizando seu sonho. A fama e o dinheiro almejados podem não chegar, mas nem por isso estarei menos realizada. Quem sabe um dia eu volto para o jornalismo. Até lá sei que ele ainda vai se transformar muitas vezes, até encontrar seu próprio equilíbrio nesse mundo que muda completamente todo o tempo.

O que vi no Content Summit

Fim de semana passado pude assistir ao dia de palestras do Content Summit e conhecer um pouco mais do conteúdo que o pessoal de São Paulo anda produzindo. De cara pude perceber que era um evento voltado para pessoas (creators) e não marcas. Para palestrar ali não estavam grandes empresas da comunicação digital, nem personalidades youtubers com audiência na casa dos milhões. O que foi um pouco decepcionante pois era essa a ideia que eu tinha do evento, mas foi também muito legal de uma forma diferente.

Resolvi então separar as ideias e projetos mais bacanas que apareceram por lá para dividir aqui no blog.

Continuar a ler “O que vi no Content Summit”

Inspire pessoas: Mosaicos no Instagram

Muitas marcas gostam de criar mosaicos no perfil do Instagram como meio de trazer um conteúdo diferenciado sobre o lançamento de ações ou edições especiais que estejam trabalhando. Esses mosaicos nada mais são do que uma imagem maior formada por pequenas publicações.

As vezes as imagens sozinhas fazem sentido, às vezes precisam de uma legenda explicativa que, no próprio feed, aguce a curiosidade dos seguidores e os leve a visitar a conta para conferir a mensagem completa.

Para o lançamento da campanha de São João da Le biscuit, por exemplo, a equipe digital da Morya Salvador criou um mosaico chamando os seguidores a utilizarem o site Le Casamento, para criar listas de presentes de casamento. O objetivo, além da divulgação, foi aproveitar as festas juninas para desenvolver um conteúdo especial que chamasse atenção dos usuários do Instagram.

Confira abaixo a proposta da Le biscuit e de outras marcas nacionais:

Le biscuit
Le biscuit

Melissa
Melissa


MeAdoteIpanema

Adidas
Adidas

Farm Rio
Farm Rio