Crônicas,  Cultura

Salvem as comédias românticas!

Comédia romântica é o meu gênero de filme preferido. Sim, eu não tenho vergonha de assumir isso em voz alta numa roda com os amigos. E na falta de novas comédias românticas para assistir eu fico reassistindo as antigas que guardo num espaço carinhoso na minha memória.
Já perdi as contas de quantas vezes vi De repente é amor, E se fosse verdade, Como se fosse a primeira vez, Orgulho e Preconceito — essa última eu revejo sempre que preciso de apoio emocional, ou seja, praticamente a cada TPM.

O problema é que parece o gênero caiu em desuso. Não sei se por conta da má qualidade das comédias românticas que aparecem por aí… O caso é que demora anos para sair uma nova comédia romântica, e uma que preste, então, é uma espécie em extinção. Mês passado a Netflix lançou O plano imperfeito (Set it up) e apesar das resenhas positivas da internet, a comédia não passou na prova da segunda sessão. Apesar da animação inicial, a vergonha alheia foi tanta que não consegui terminar o filme na segunda vez que assisti.

A última comédia romântica que, para mim, recebeu o selo de ~Sensacional~ foi a meio brasileira meio uruguaia Severina. O filme conta a história de um livreiro que se apaixona por uma ladra de livros e vive todos os pesares de um amor mau correspondido. De aquecer o coração. Tem fantasia, tem emoção, aventura, suspense, humor e uma cena de sexo de arrepiar com os argentinos Javier Drolas (do ótimo Medianeras) e Carla Quevedo (do per-fei-to O Segredo dos Seus Olhos).

Acho que meu gosto por comédias românticas se dá pela minha personalidade otimista e extrovertida. Não suporto os filmes de suspense e terror que voltaram à moda depois de Gone Girl (A garota exemplar) de David Fincher, prefiro passar as minhas horas fantasiando sobre um mundo perfeito com diálogos engraçados. Me interessa muito mais o amor, a amizade e todos os momentos bons que esses relacionamentos trazem — o frio na barriga, as cócegas na alma. Mas o caminho para a diversão é árduo. Além da escassez de novas produções de comédias românticas, ainda temos que lidar com aquela porcentagem de títulos mal feitos, que nos pregam uma peça de mau gosto. Cada nova estreia é uma tentativa. É preciso salvar as comédias românticas!

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