‘Normal People’ é um romance épico com intimidade de tirar o fôlego

Texto publicado originalmente em Sob a Minha Lente

Seria fácil dizer que a quarentena já me fez assistir Normal People duas vezes, não fosse a minha vontade de deixar de trabalhar, de cozinhar e de tomar banho para deitar debaixo da minha coberta e assistir mais e mais. A história de paixão, amor e amizade entre Marianne e Connell é o escape perfeito para qualquer realidade, antes mesmo da loucura da pandemia começar.

Marianne é uma ótima aluna, porém arredia, que não faz questão de se encaixar nas convenções da sua comunidade. Connell é o primeiro da turma, mas é também popular e tem medo de perder a aceitação dos amigos. Mas é fora do ambiente escolar – a mãe de Connell trabalha limpando a casa da família de Marianne – que eles desenvolvem um forte relacionamento.

O livro de Sally Rooney fez enorme sucesso já no lançamento, em 2018, mas a direção de Lenny Abrahamson (O Quarto de Jack), na primeira metade da série, e Hettie Macdonald (Howards End), na segunda metade, trazem uma atmosfera íntimista, sutil e natural para a história. A espontaneidade passada já nas primeiras cenas de sexo, muitas vezes filmada em primeiríssimo plano, com conversas íntimas entre os personagens, são alguns dos momentos mais doces e bonitos da série.

Outro pilar essencial para uma produção tão excelente é a atuação brilhante de Daisy Edgar-Jones e de Paul Mescal, que fazem a história saltar da tela. Até o episódio final somos hipnotizados a conhecer mais sobre o amadurecimento dos dois personagens ao passarem por dilemas sociais e psicológicos. Parafraseando Sally Rooney, “não é assim com as outras séries”.

O que é marketing de conteúdo e qual o seu propósito

Marketing de conteúdo é uma estratégia de marketing focada em criar e distribuir conteúdo relevante e consistente para uma audiência específica – e com isso fazer com que o cliente realize uma compra.

Para você entender como criar conteúdo para suas redes sociais é preciso lembrar que seu Facebook ou Instagram é uma mídia de comunicação, assim como uma revista ou canal de televisão. Nela, você vai divulgar pautas alinhadas com a missão da sua empresa, mantendo o foco nas vendas mas também no brilho da sua rede social.

Por brilho você pode considerar: fidelização, retenção de audiência, venda cruzada e compartilhamento por parte dos clientes.

Para criar seu conteúdo, antes você deve escolher o foco daquela publicação, com base nos seguintes propósitos:

Conteúdo para inscritos

Os usuários inscritos -ou seja, aqueles que te seguem- te dão a permissão para comunicar com eles regularmente enquanto agregam valor ao seu produto ou serviço. Criar uma audiência de inscritos é a base de qualquer conteúdo.

Na verdade, o ativo criado pelo marketing de conteúdo não é o conteúdo em si, mas sim o próprio público. Por isso, boa parte das publicações são criadas apenas para manter a audiência engajada.

Conteúdo para contatos

Um bom conteúdo pode encorajar prospects a se inscreverem numa demonstração de produto ou evento. Diferente dos inscritos, os contatos fornecem mais do que apenas uma @, eles te dão e-mail, celular e outras informações em troca dos benefícios provenientes do seu conteúdo.

Conteúdo para suporte de vendas

Esse é o tipo de conteúdo que os donos de empresa querem divulgar o tempo todo, mas nem sempre é proposto da forma correta.

Um conteúdo de apoio às vendas envolve a criação de peças que forneçam conhecimento para ajudar clientes a decidirem por um produto ou serviço. Além disso, o foco desse conteúdo deve estar onde a empresa precisa crescer.

Para ser assertivo é preciso haver inteligência e investimento para a criação de peças que tragam retornos reais.

Quais o foco que você está dando ao seu conteúdo? Você já fez o seu planejamento para 2020? Deixe suas dúvidas e observações nos comentários.

Bom para o fim de semana

Uma matéria – Filha busca Justiça histórica para pai, que matou Euclides da Cunha

Eu não sabia, mas o escritor Euclides da Cunha morreu em um duelo após ser abandonado pela esposa. Ele tinha ido “defender a sua honra” e acabou morto com um tiro no peito. Apesar de ter sido legítima defesa, o homem que matou Euclides ficou com fama de assassino por toda a vida, e a vida de seus filhos. Nessa matéria da BBC dá para saber como tudo aconteceu de verdade.


Um filme – Rei Leão 1994

Eu assisti à primeira versão de Rei Leão com o intuito de relembrar e comparar com a que estreia nessa quinta-feira. Na primeira vez que vi, eu não tinha seis anos. Dessa vez, me emocionei muito e achei a história sensacional! Se a nova versão for igualzinha, já vai ser perfeita!


Uma entrevista – Lewis Hamilton no programa de David Letterman da Netflix

Eu sou fã do esportista Lewis Hamilton, mas depois que assisti à entrevista de David Letterman virei fã também da pessoa. O programa consegue mostrar também a relação dele com o pai, com o ídolo Ayrton Senna e com a pressão de um ano de campeonato. Superdivertido!


Outra entrevista – João Gilberto em 1972

Dizem que João Gilberto não tinha noção da importância que a música dele teve para a música brasileira, mas não parece ser verdade. Ele era tão obcecado com a perfeição de suas apresentações porque sabia qual era o seu melhor e não aceitava nada abaixo disso. Essa entrevista mostra uma época em que o músico voltava para uma série de shows (que acabaram não sendo realizados), após 10 anos morando nos Estados Unidos.

Fleabag é meu spirit animal

Em dois dias eu assisti às duas temporadas de Fleabag, disponíveis na Amazon Prime e no Youtube, e fiquei encantada. A série conta a história de uma mulher de espírito livre que não obedece as regras impostas ao feminino (bela, recatada e do lar) passando por problemas econômicos e de relacionamento após a morte da sócia/melhor amiga. Tanto drama vem também carregado de muito humor e faz com que seja fácil que o espectador se identifique com Fleabag (personagem criado e estrelado pela britânica Phoebe Waller-Bridge).

Eu não comprei a história de primeira, em parte porque já tinha assistido Girls e todas aquelas cenas de sexo/exposição de corpo desnecessárias e parte porque virginiany e pouca flexibilidade moral. Não lido bem com personagens que sacaneam em benefício da trama, para mim um “erro” por si só não é motivo para nortear uma história. Errar é humano, mas burrice tem limite, geralmente aquele em que você se deixa errar porque é, sim, um escroto. E é bem aí onde está a inteligência da série.

Fleabag é uma escrota que se permite ser, e por isso está lidando com as consequências como adulta, sem se fazer de vítima ou diminuir sua culpa. E quando foi possível uma mulher viver dessa forma sem ser julgada? Só na televisão. Na primeira temporada, há uma cena em que Fleabag se masturba enquanto assiste um discurso de Barack Obama, com o namorado ao lado dormindo (!). Todo mundo tem pensamentos eróticos obscuros que tenta ocultar até para si mesmo, e assistir uma mulher agir assim “fora da lei” do macho alfa é maravilhoso.

As mina pira nessa personagem que faz o que der na telha sem se importar com o que os outros pensam, eu com certeza. Num mundo em que querem controlar o que a gente come, veste, fala, escreve… Fleabag é o nosso spirit animal. Inclusive, em homenagem a ela, neste texto tomei a liberdade de escrever palavrões.

“Jantar em família esquisito”, leia a transcrição em português aqui.

Meu companheiro, O Pintassilgo

Dia desses vi num teste do Buzzfeed o nome de um livro que meu marido tinha na estante, e prontamente peguei para ler sem saber do que se tratava, O Pintassilgo. Como estou de férias all by myself, o livro virou minha companhia inseparável durante uma semana, ocupando o lugar do trabalho, um respiro em meio ao monte de nadas para fazer. Com ele vivi momentos angustiantes e muito felizes, fiquei melhor amiga-platônica de Theo, sofri pelas situações difíceis que a vida o colocava, torci para que conseguisse encontrar um lar ou alguém que lhe trouxesse apoio e condições de levar a vida de forma limpa.

Mas também o livro foi, para mim, meio que um exercício masoquista. Diferente do que foi para o personagem, eu sempre achei importante se manter nos trilhos mesmo que isso signifique a chatice, o tédio, a depressão. Eu sabia disso desde os treze anos, na mesma idade em que os eventos começam a acontecer com o garoto. E ele também parecia saber ou ter alguma noção do certo/errado, bom/ruim, saudável/morte, mas de alguma forma não buscava o equilíbrio – eu já o buscava desde nova.

Acho que, de alguma forma, era isso o que Donna Tartt, a autora, estava buscando: escrever uma história para mostrar como as experiências que vivemos nos ajudam a formar um caráter e entender como levar a nossa vida. Olhando por outro ângulo, a história me deu a oportunidade de “presenciar” situações que eu jamais vivenciaria, mesmo porque nunca sofri com os traumas de uma violência que me tirasse a minha sustentação familiar. Pensando assim, me sinto afortunada.

Mal posso esperar para ver a versão cinematográfica do livro, O Pintassilgo deve estrear em 10 de Outubro aqui no Brasil, com Ansel Elgort (Theo), Jeffrey Wright (Hobie), Nicole Kidman (Mrs Barbour) e Sarah Paulson (Xandra). Enquanto tirava uma folga das 722 páginas (o livro pode ser cansativo quando os períodos de angústia de Theo se tornam páginas de blocos de caracteres) e buscava spoilers para conter a minha ansiedade, fiquei buscando imagens das filmagens e outras informações na internet. Fiquei curiosa para saber quanto do livro vai estar na tela e como eles vão fazer para “terminar” a história. Fora que ver o filme vai ser uma nova chance de eu encontrar meu amigo novamente.