O futuro das agências de comunicação, por Silvio Meira

Daqui a 50 anos, em 2066, os motoristas de carros vão acabar, os telefones celulares vão virar dispositivos com funcionalidades espalhados por nosso corpo e as agências de publicidade vão precisar se adaptar ao ciclo de vida dos negócios ou serão extintas. Quem cantou o fim do mundo como a gente conhece hoje foi Silvio Meira, numa palestra dada aos profissionais, clientes e convidados da agência Morya (onde trabalho), em Salvador.

Não arrisco que todos saíram satisfeitos da conversa mas, caramba, ele deixou todo mundo zonzo!

Silvio falou sobre suas pesquisas, os trabalhos que desenvolve na ikewai, mostrou uma foto da sua mesa e explicou porque utiliza sete (!) computadores ao mesmo tempo. Mas entre as mensagens que ele quis passar à plateia que ora ria e ora ficava admirada, a mais interessante para o meio foi que as agências de comunicação têm que entender o ciclo de vida dos negócios que representa, observar os clientes de modo captar suas necessidades e a criar estratégias para trazê-los de volta.

Agências não devem se manter à publicidade, pelo contrário, elas devem explorar as informações que sabem sobre os clientes (por meio de redes sociais, geolocalização, conexão à internet) e vender estratégias que reforcem o clico de vida de uma empresa.

É claro que essa fórmula mágica de fazer uma empresa de comunicação estar sempre “para jogo” não é simples, nem torna o caminho mais fácil. Nesses próximos 5, 10 ou 50 anos será preciso muita adaptação e vontade de mudança constante, para se adequar às novas tecnologias do mercado.

A “conversa” com Silvio me fez lembrar de outra conversa, dessa vez entre Marília Gabriela e o empresário Facundo Guerra, em que ele explica a ela o “segredo” de ter tantos negócios: gostar de resolver problemas. Os empreendedores têm que entender que precisam resolver os problemas das cidades, dar sua contribuição ao crescimento da sociedade ao mesmo tempo em que tiram o sustento dela, é um trabalho de simbiose.

Infelizmente não gravei nenhum vídeo da palestra de Silvio (mas aqui um registro desse momento) e não tenho como dividir ainda mais essa experiência nesse post, mas a entrevista de Facundo dá para assistir abaixo.

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