Crônicas

Como vou encarar 2019

Cheguei a uma conclusão sobre 2019 antes mesmo do ano começar. Como mulher, escritora, redatora, empresária, entendi que nesse ano vou ter que ser forte. Simplesmente porque prevejo que o caminho que percorre aquele que está à favor da humanidade não é um caminho fácil.

Não é fácil ser uma mulher em meio a sociedade que vivemos, como também não é fácil ser homem ou trans. A violência, o assédio e a preterência em relação aos que tiveram sorte de ser privilegiados é algo enfrentado por todos os sexos, em seus diversos graus. Há sempre alguém à frente.

Por isso falo com toda a certeza de que 2019 não será fácil. Não para quem tem ambições, para quem quer sair do lugar, para quem está insatisfeito. Mas eu pretendo encarar 2019 de frente.

Se, assim como eu, em algum momento da sua vida você foi levado a crer que é especial e realizará grandes feitos, eu sinto muito. Os filmes de amor, as histórias dos grandes pensadores, os cases de sucesso dos influenciadores digitais, todos eles nos iludiram. A vida de ninguém é especial, a vida de todo mundo é ordinária. Até os que tiveram a chance de vislumbrar a Terra do lado de fora sofrem.

Há doenças – elas são as piores -, há inveja, há melancolia, há medo, e outros incontáveis sentidos que nos lembram diariamente que somos feito de carne e osso, apesar do como a nossa mente nos imagina. Por isso temos que ser fortes.

Vamos precisar perseverar para conseguirmos o que queremos e talvez não chegaremos lá, mas é preciso fazer o caminho valer a pena. É preciso que tenhamos cuidado para transformar o percurso da vida diária menos pedregoso. Cuidemos de pavimentá-lo pouco a pouco, com nossas esperanças colocadas em prática.

Gosta de Netflix? Assista. Gosta de ir à praia? Tome seu banho. Gosta de conversar com os amigos? Saia de casa! É preciso levar a sério o que nos faz sentir bem, porque na maior parte do tempo estaremos apenas sobrevivendo a um dia, uma semana, ou um mês mais ou menos. Precisamos nos empenhar para que 2019, apesar de mais ou menos, seja cheio de momentos felizes.

Quem sabe assim, vistos de longe, como numa avaliação geral do ano, esses momentos nos façam ter a impressão de que tivemos um ano exemplar.

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