Crônicas

Cinema

Entrar numa sala de cinema nunca é uma decisão que eu tomo de forma displicente. Primeiro porque o ingresso não é barato, segundo porque os dias e as noites estão tão corridos que não posso mais me dar o luxo de gastar duas horas da minha vida numa bobagem. Tem que ter um propósito. E, invariavelmente, as minhas ultimas idas ao cinema têm apenas um propósito: me distrair.

Eu não escolho mais assistir filmes tristes. Eu não escolho mais filmes dramáticos cotados ao Oscar. Eu quero aquele filme comédia romântica que vai me fazer ficar nas nuvens por uma hora e meia. Eu quero aquele filme de magia que vai me levar para Hogwarts e enfrentar o mal ao lado de animais fantásticos. Eu quero felicidade.

Ir ao cinema, para mim, é mais do que diversão. A tela abre uma janela para outra vida e eu tenho a oportunidade de viver outra história, de abandonar meus problemas por alguns minutos – do lado de fora. Ao fim da sessão eu já nem lembro o que estava me preocupando antes. Saio de alma lavada ainda em êxtase e na companhia dos personagens. Eu acho que é pra isso que os filmes existem, para nos dar uma energia extra no jogo da vida.

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