Bom para o fim de semana

Uma matéria – Filha busca Justiça histórica para pai, que matou Euclides da Cunha

Eu não sabia, mas o escritor Euclides da Cunha morreu em um duelo após ser abandonado pela esposa. Ele tinha ido “defender a sua honra” e acabou morto com um tiro no peito. Apesar de ter sido legítima defesa, o homem que matou Euclides ficou com fama de assassino por toda a vida, e a vida de seus filhos. Nessa matéria da BBC dá para saber como tudo aconteceu de verdade.


Um filme – Rei Leão 1994

Eu assisti à primeira versão de Rei Leão com o intuito de relembrar e comparar com a que estreia nessa quinta-feira. Na primeira vez que vi, eu não tinha seis anos. Dessa vez, me emocionei muito e achei a história sensacional! Se a nova versão for igualzinha, já vai ser perfeita!


Uma entrevista – Lewis Hamilton no programa de David Letterman da Netflix

Eu sou fã do esportista Lewis Hamilton, mas depois que assisti à entrevista de David Letterman virei fã também da pessoa. O programa consegue mostrar também a relação dele com o pai, com o ídolo Ayrton Senna e com a pressão de um ano de campeonato. Superdivertido!


Outra entrevista – João Gilberto em 1972

Dizem que João Gilberto não tinha noção da importância que a música dele teve para a música brasileira, mas não parece ser verdade. Ele era tão obcecado com a perfeição de suas apresentações porque sabia qual era o seu melhor e não aceitava nada abaixo disso. Essa entrevista mostra uma época em que o músico voltava para uma série de shows (que acabaram não sendo realizados), após 10 anos morando nos Estados Unidos.

É preciso estar atento ao Facebook

A notícia de que o Facebook quer unificar suas plataformas de mensagens instantâneas, divulgada por Zuckerberg na quarta-feira passada, me deixou um pouco preocupada. A empresa vai combinar os serviços do WhatsApp, do Instagram e do Facebook Messenger para que usuários possam enviar e receber mensagens por meio de qualquer uma das plataformas. A primeira coisa que me veio à cabeça quando li a notícia foi a lembrança das Eleições de 2018, quando o WhatsApp permitiu a proliferação de fazendas de notícias falsas que acabaram influenciando na votação.

Nós, usuários, estamos numa sinuca de bico. Se por um lado não queremos que o governos e agências de inteligência tenham acesso às nossas conversas, por outro temos que lidar com a desinformação tornando o nosso mundo mais ignorante e a nossa vida mais difícil. No Twitter, a diretora da Aos Fatos, Tai Nalon explicou a preocupação de quem trabalha contra a desinformação: “redes mais fechadas condensam mais falsidades, pois ajudam a esconder seus autores, da mesma maneira que integrar grupos menores e mais fechados tornam o debate menos plural”.

Além disso, o plano também envolve a expansão dos serviços de e-commerce e pagamentos da empresa, mas eles ainda não explicaram qual o papel do serviço de mensagens nesse grande sistema.

O Facebook corre

Numa entrevista para a Associated Press, a diretora de Estudos de Mídia da Universidade de Virgínia, Siva Vaidhyanathan explica que o objetivo de Zuckerberg é fazer com que as pessoas abandonem os competidores (e-mail, mensagens de texto ou o serviço de mensagens da Apple) para fazer tudo através de um produto Facebook. O objetivo é transformar o Facebook em um serviço como o chinês WeChat, que tem 1.1 bilhões de usuários ativos e é dono do mais popular serviço de pagamento on-line do mundo.

Parece que o Facebook forjou uma corrida para ver quem vai dominar a vida digital do planeta, ao mesmo tempo em que luta contra a competitividade e a regulamentação. The Guardian divulgou, inclusive, que a empresa está investindo pesado em lobby contra leis de privacidade e até jogando sujo com ameaças a políticos dos EUA, Canadá, Reino Unido e Brasil na tentativa de impedir a regulamentação.

Preocupada, a Comissão para Proteção de Dados da Irlanda está buscando detalhes sobre os próximos passos da empresa. Já que a sede europeia da empresa fica lá, a Irlanda é o país responsável pela fiscalização da rede na União Europeia. A ideia de maior integração entre Facebook, Instagram e WhatsApp é um rompimento do acordo da companhia com a UE na época em que a análise antitruste autorizou a compra do WhatsApp. É também, dependendo de como for implementado, uma ruptura da legislação de privacidade de Bruxelas. Esses acertos entre UE e Facebook podem moldar o mercado digital mundial e impactar diretamente em nossas vidas na forma como nos relacionamos com nossas famílias, amigos e empresas.

Como a gente fica nessa?

Como a resposta dos governos vem em passos de formiguinhas e as movimentações do Facebook correm contra o tempo pois buscam alcançar o controle do mercado mundial, os usuários são deixados à mercê da empresa. São os nossos dados e acessos que geram receita para o bolso de Zuckerberg, por isso é preciso estar atento ao que acontece com nossas informações. Ontem, no feed do Twitter, recebi um pedido de indicações de especialistas em privacidade digital e percebi que acompanho pouquíssima coisa sobre o tema. No mesmo tweet pude encontrar alguns perfis indicados que passei a seguir (@PrivacyMatters e @yaso), e encorajo todos a fazerem o mesmo. A melhor forma de se defender da coleta ilegal de dados é estando atento, até mesmo para perceber quando é a hora de parar de usar os serviços da empresa e buscar outros meios de se relacionar tanto com outras pessoas quanto com a informação.

Equilíbrio entre arte e trabalho

Entrei na faculdade de jornalismo com a esperança de um dia ser colunista do jornal A Tarde, na época o maior jornal da cidade de Salvador. Com o tempo meu sonho foi se despedaçando junto com a estrutura física e intelectual do jornal que se viu atolado em dívidas e perdeu espaço para a internet.

Quando eu saí da faculdade eu já trabalhava numa organização não governamental que abastecia um site de notícias sobre sustentabilidade, mas não conseguia fechar contratos para se manter funcionando. Eu amava fazer entrevistas com voluntários e escrever sobre as últimas novidades do mundo sustentável, mas recebia pouco e sabia que não teria uma carreira na empresa – então, meu pai me convenceu que era a hora de fazer um mestrado fora.

Fui e voltei de uma das piores/melhores experiências da vida completamente mudada, sem saber qual era o meu lugar nesse mundo velho/novo após o vazio que deixei aqui no Brasil. Tive que retomar tudo de novo, mas não via mais futuro no jornalismo e acabei entrando para a publicidade digital. Na vida, às vezes a gente escolhe e às vezes é escolhido. Foi assim comigo e com a publicidade, eles precisavam de mim e eu não tinha para onde ir. Desde então faço conteúdo para marcas.

Mas a minha paixão por contar histórias continua acesa e de vez em quando sai como em pequenas explosões do meu corpo para o mundo, como se eu precisasse desengasgar o motor da máquina para continuar funcionando. Nem sempre tenho coragem de publicar tudo o que escrevo, mas estou começando a me adaptar à exposição para continuar produzindo e melhorando. Vejo como um exercício para eu sinta orgulho de mim mesma, caso algum dia consiga tocar as pessoas com minhas ideias.

Mas, se contar minhas histórias são desengasgo, o meu combustível é o trabalho do dia a dia. Para mim, nada é pior do que não estar funcionando corretamente e ter um ofício é muito importante para manter a mente sã – além de pagar as contas! As duas coisas não podem existir separadas, sem uma a outra se torna insuportável. Foi aí que eu achei o meu equilíbrio.

É claro que tem dias que o trabalho do dia a dia suga todas minhas energias. É claro que eu preferia trabalhar sem tantas cobranças de chefe, cliente, colega de trabalho, eu mesma. Mas esse modelo de trabalho-vida-real que encontrei me mantém com os pés no chão e me dá até mais gás para organizar e produzir meus textos. A cada semana eu planejo o que vou escrever e publicar nas redes sociais do meu blog, planejo os horários disponíveis para fazer cada parte do processo, e assim vou publicando e divulgando um a um. Essa sistematização me deixa livre para poder fazer tudo o que quero fazer além: exercícios físicos, ver filmes e séries, ler alguma coisa.

A garota que achou que seria escritora/colunista do maior jornal da cidade encontrou um jeito de continuar realizando seu sonho. A fama e o dinheiro almejados podem não chegar, mas nem por isso estarei menos realizada. Quem sabe um dia eu volto para o jornalismo. Até lá sei que ele ainda vai se transformar muitas vezes, até encontrar seu próprio equilíbrio nesse mundo que muda completamente todo o tempo.

Bom para o fim de semana

Bom dia, sexta-feira tão aguardada depois de uma semana caidinha (se você é dosoróscopo, talvez você entenda o que eu estou falando…)! Pelo menos, a gente movimenta as coisas com séries, textos e alguma música. Separei alguns links bacanas para inspirar o fim de semana e fazer carinho na mente. Tem futebol, consumo consciente, meditação, comédia e Dave Matthews Band (💜).

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