Eu vi, amei e recomendei o filme da Mulher Maravilha

Eu não tinha a intenção de assistir o filme da Mulher Maravilha, até todo mundo começar a falar sobre ele. Fui na estreia sem saber o que esperar. A única produção anterior da Mulher Maravilha que haviam feito foi uma série de TV que minha mãe assistia quando era criança, e da série eu só sei o nome da atriz, repetido por minha mãe algumas vezes: Linda Carter. Continuar a ler “Eu vi, amei e recomendei o filme da Mulher Maravilha”

Bom para o fim de semana

Finalmente, chegou a sexta-feira! Agora temos pela frente dois dias de descanso bem merecidos mas, não sei você, eu sempre guardo algo mais inspirador para conseguir passar o domingo sem grandes dramas. Resolvi então criar um post com coisas bacanas que me inspiraram durante a semana. Espero que te inspire também!

Quatro Cinco Um

Você já conhece a revista Quatro Cinco Um? Esse é um projeto da revista Piauí inspirado na magazine New York Review of Books, que faz resenhas de livros recém-lançados. Eu sempre fui fã da revista Piauí, foi esse tipo de jornalismo que me inspirou durante os anos na faculdade, e quando soube que eles lançariam uma revista sobre livros fiquei ainda mais empolgada. A primeira edição da Quatro Cinco Um (vale a pena conhecer a história por trás do nome, vou deixar você descobrir!) chegou nas minhas mãos apenas nessa semana e já vem sendo devorado nos intervalos do almoço e lanche no trabalho. Conheça mais sobre o projeto no vídeo abaixo:

Master of None

Eu demorei de terminar Master of None (duas semanas!) por conta de tudo que acontece na vida e espero que não esteja tão atrasada assim na dica. Que série SENSACIONAL!!! Humor maravilhoso, inteligente, especial… daqueles que te faz ficar lembrando das cenas por dias. E o episódio “Ação de Graças” é uma das melhores coisas que já vi na TV (ops, streaming). Essa série é uma hipérbole! A primeira dica é assistir todos os episódios na Netflix; dá pra terminar em um dia porque cada um tem 20 min (só o último e o penúltimo que são maiores). A segunda é ler o texto do GoodFellas comentando as referências do cineasta italiano Michelangelo Antonioni utilizadas na série.

Confissões de uma pobre mulher no Dia da Toalha

Se você tem um relacionamento com alguém aficionado por algo de natureza nerd, então você vai se identificar MUITO com esse texto. No Dia da Toalha de 2015, há dois anos ontem, a pobre Joy Joice fez uma lista de situações em que o fato de ela ser casada com um super-giga-mega-ultra fã de Star Wars fez a vida dela mais, digamos, pitoresca por acidente. Desde cortar o bolo do casamento com um sabre de luz a registrar o nome do filho de Lucas sem o seu consentimento, Joy já sofreu um bocado e ensina como lidar com as situações da melhor forma possível. O texto, por sinal, é hilário!!

“Don’t look back in anger”

A explosão dentro do estádio de Manchester num show cheio de jovens matou 22 pessoas e deixou todo mundo abalado. Durante uma manifestação de apoio às vítimas, uma moça começou a cantar “Don’t look back in anger”, do Oasis, e a multidão se juntou no refrão. O vídeo do jornalista do The Guardian Josh Halliday e é de emocionar. Duvido você segurar as lágrimas.

Papa Francisco

E para terminar com aquela falsa ideia de esperança (afinal é isso que nos move!) eu deixo aqui a foto da pessoa mais rebelde que eu já ouvi falar ainda em vida. Papa Francisco parece um daqueles heróis da história que realizaram grandes mudanças do mundo, só que as mudanças infelizmente ainda não aconteceram e ele felizmente está vivinho da Silva. Nessa quarta-feira ele recebeu Donald Trump no Vaticano e fez questão de mostrar que não apoia as atitudes do atual presidente americano. Eu sei que é pouco. Eu sei que não muda nada. Eu sei que você já viu. Mas que eu acho ele badass por conta dos registros abaixo, eu acho. Então não custa lembrar: “sejamos rebeldes”.

francisco

Bom fim de semana! 😉

 

A vida “real” não é o que mostram as redes sociais

Quão diferente é o mundo real do mundo virtual? O economista americano Seth Stephens-Davidowitz e escritor de Everybody Lies: Big Data, New Data, and What the Internet Can Tell Us About Who We Really Are revelou alguns dados que tornam mais clara o entendimento do quanto as redes sociais podem maquiar a realidade.

A busca por status social revela informações peculiares. O Facebook, por exemplo, terceriza uma pesquisa para saber quais carros seus usuários na realidade possuem, e também contabiliza quais carros seus usuários se associam na rede social.

Maquiando a realidade

Donos de carros de luxo como BMW e Mercedes são duas vezes e meia mais propensos a mostrar seus automóveis nas redes sociais do que donos de carros de modelos comuns.

Nos Estados Unidos, o desejo de esbanjar riqueza é universal. Caucasianos, americanos asiáticos, negros e hispânicos são duas vezes mais propensos à associação no Facebook com um carro de luxo do que com o carro que realmente possuem.

Mas pessoas diferentes em redes sociais diferentes têm diferentes noções do que é vergonhoso. Estilo musical, por exemplo. De acordo com informações do Spotify Insights (2014), homens e mulheres têm gostos similares quando se fala de música, 29 das 40 artistas mulheres listadas como as mais ouvidas por mulheres aparecem na lista também dos homens.

No Facebook, porém, homens parecem maquiar seu real interesse em músicas consideradas mais femininas. Por exemplo, no Spotify, Katy Perry estava entre as 10 mais ouvidas, na frente de Bob Marley, Kanye West, Kendrick Lamar e Wiz Khalifa. Mas todos esses artistas têm mais likes masculinos no Facebook do que ela.

Google x Facebook

A pressão por parecer de uma certa maneira nas redes sociais pode distorcer ainda mais do que o estilo musical que cada um ouve. Fiz uma rápida busca no Facebook, e quando eu comecei a frase “meu marido” ele completou com “meu marido lindo”, “meu futuro marido”, “delícias do meu marido”, “eu amo meu marido” e “meu marido é corno assumido”. No Google, as opções de busca mais comuns são “meu marido não me procura”, “meu marido não me beija mais”, “meu marido me traiu”, “meu marido tem dois empregos”, “meu marido não me ama”.

Esses dados são suficiente para que deixemos de levar a sério o que vemos nas mídia sociais. Ou pelo menos nos mostrar a realidade: todos somos uma bagunça. Como nossas vidas estão cada vez mais digitais, é preciso de um novo mantra para viver no século 21: não compare suas buscas no Google com os posts do Facebook de outras pessoas.

O DOCUMENTÁRIO DOS LOS HERMANOS E “SENTIMENTAL”

Em 2012, quando Los Hermanos voltou a Salvador para fazer um show na Concha, após um hiato de 5 anos, foi a primeira vez que eu fui num show da banda. A minha principal lembrança daquele dia foi quando tocou Sentimental e eu me acabei de chorar cantando a letra. Eu nunca fui fã dos Los Hermanos, meu único conhecimento da banda foi um The Greatest Hits que eu baixei na internet e ouvi seguidamente por algum tempo quando tinha 17 anos. Antes, aos 10, cantava Ana Júlia numa festinha do colégio, mas só.

Achava aquele povo que curtia a banda muito roots, hipster, hippie, qualquer uma dessas definições de gente que usa roupa gasta e chinelos para todos cantos que vá. E nunca fui groopie de ninguém, um monte de menina junto gritando por um carinha me dá nervoso de uma forma que não quero nem entrar em detalhes. Mas eu fui fã dos Los Hermanos por um dia.

Na verdade comecei a conhecer mais da banda depois que ela se desfez, Marcelo lançou dois discos solo e depois começou com a Banda do Mar, Amarante lançou Cavalo há pouco, e esse foi o disco que eu mais ouvi nesse ano. Não conhecia os nomes dos outros dois integrantes até ontem, quando fui assistir Los Hermanos: Esse é só o começo do fim das nossas vidas (você também achou o nome do doc muito tosco?).

O filme não é muito bom. É mal gravado, as imagens não têm muita qualidade, o áudio das conversas não foi isolado, os planos mostram uma despreocupação com a imagem que me incomoda, é “despretencioso” demais. Coisas que eu queria que fossem diferentes porque gosto muito de Maria Ribeiro, não vivo sem assistir Saia Justa, programa que ela participa.

Mas me tocou, de verdade. Acho que tem a ver com as músicas dos caras serem muito boas, com a simpatia de Amarante, com as ideias de Camelo, com os bastidores dos shows e com eu me ver (será?) ali no meio das luzes de Sentimental chorando feito uma condenada. Aquele show me pegou de verdade e eu imagino o que seria de mim se não tivesse esse “preconceito” com groopies e hippies. Saí da sessão muito nostálgica de uma época que não vivi, mas que foi bom pacas.

CAFÉ E CULTURA

O Solar Café e o Feito a Grão cativam um público exigente, em busca de conhecimento e cardápios diferenciados.
Por Larissa Seixas e Vinícius Silva

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Foto: Rômulo Portela

Depois do almoço, na hora do lanche ou acompanhado de uma boa leitura, o café reina como uma das paixões nacionais. Mas não é só na produção da semente que o país se destaca. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), são consumidas cerca de 314 milhões de xícaras da bebida por dia. Um número que coloca o Brasil como o segundo país que mais consome café no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Um novo mercado de café espresso (escrito com “s”, de “espremido” e não de “rápido”) passou a ser desenvolvido há 15 anos. Mesmo sendo o maior exportador e produtor da bebida no mundo, o Brasil só começou a apreciar o café de qualidade nos anos 2000, e a Bahia a partir de 2006. Antes, o grão de primeira categoria era exportado para países do norte da Europa, Japão e Estados Unidos.

Quando o mercado interno percebeu a oportunidade do café especial, começaram a surgir novas cafeterias, cursos de especialização de baristas e até concursos de quem faz o melhor café. Atualmente, esse nicho representa 5% do total do faturamento da indústria cafeeira nacional, e abre oportunidades para a expansão de cafeterias dos mais diferentes formatos, para todos os tipos de público.

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Georgia Szperor, sócia do Feito a Grão. Foto: Rômulo Portela

Alinhando o gosto por cafés especiais a espaço calmo e rodeado por livros, a cafeteria Feito a Grão iniciou os trabalhos há cinco anos e acompanhou o crescimento do café especial em todo o Nordeste.

A expansão da empresa começou quando a rede Saraiva comprou as Livrarias Siciliano. O então diretor de novos negócios da livraria visitou diversas cafeterias em shoppings de Salvador até encontrar o Feito a Grão. Georgia Szperor foi quem idealizou o café junto com o marido. Sobre a escolha da Saraiva, ela explica: “Quando ele visitou o Shopping Itaigara, sentou no Feito a Grão e gostou da proposta. A nossa equipe estava bem treinada para falar sobre a novidade dos cafés especiais para o público soteropolitano. Foi então que recebemos o convite para abrirmos uma filial dentro da primeira Saraiva no Nordeste, que seria inaugurada no Salvador Shopping”.

A oportunidade serviu para expandir os negócios, que passou a receber não somente o público apreciador de café, mas também pessoas que frequentam ou passeiam pela livraria e param para fazer algum lanche. “Para nós, é fantástico estar em um ambiente cultural. É um público diferenciado, apaixonado por novos conhecimentos, que curte café, leitura, cinema e teatro”, exalta Georgia.

Para a empreendedora, este é um mercado que vai continuar crescendo. “Estamos apostando nisso, pois já temos nove lojas Feito a Grão, sendo quatro em Salvador, uma em Recife, outra em Aracaju e mais três em São Paulo”. Ela e seu marido já têm planos de futuramente franquiar a marca.

Solar Café

A mesma atmosfera cultural está presente para quem visita o Solar Café, nas filiais do Museu de Arte Moderna (MAM) e do Palacete das Artes, em Salvador. Aberto em 2008, a partir de um convite do MAM, o Solar vai além dos drinques de café requintados, e passa pela gastronomia contemporânea e bom gosto em design, de quem sabe aproveitar a vista da Baía de Todos os Santos, o que transforma o espaço em algo intimista e aconchegante. “O projeto era temporário, mas percebemos que havia uma forte demanda ao unirmos um espaço gastronômico a um centro cultural”, explica Maíra D’Oliveira, uma das sócias-gerentes do Solar Café.

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Foto: Rômulo Portela

A mesma preocupação rege a filial instalada no Palacete das Artes, no bairro da Graça, que abriga as obras do artista francês Auguste Rodin. Uma das preocupações das empresárias é aproveitar o potencial da localização cultural e estabelecer um diálogo entre o formato do café e a equipe do museu.

“Tanto no Palacete das Artes quanto no MAM, nós treinamos nossos funcionários para saberem das exposições e as atrações que estão sendo realizadas no momento. Eles visitam e assistem para conhecer e também divulgar aos clientes que frequentam o Solar Café”, explica Maíra.

Normalmente, turistas internacionais e alunos em excursão são os clientes que mais frequentam ambos os espaços. No entanto, Maíra garante que 60% do público é local. “No Museu Rodin, a maioria dos frequentadores mora nos bairros próximos ao Palacete. Isso cria certa fidelidade e estabilidade nas visitas”, complementa a sócia Andréa Nascimento.

Para elas, o público de Salvador está cada vez mais exigente, e essa demanda possibilitou o crescimento do negócio há alguns anos. Ao unir o charme do espaço com a qualidade do cardápio, o café atende a vários clientes e momentos, seja uma reunião no almoço, em um lanche à tarde, ou um romance à noite.

*Matéria publicada originalmente na Revista [B+]