Dias de alegria

Eu sonhei que a gente estava morando juntos e montando uma casa. A gente escolhia os móveis e como cada coisa ficaria disposta ali naquele apartamento alugado. Primeiro a gente trouxe a minha cama de casal, as nossas TVs e a sua coleção de canecas. Depois a gente comprou uma estante para a sala e os eletrodomésticos. Então, eu cozinhava e você lavava os pratos e elogiava a minha comida. A gente não tinha descanso. Todo dia era algo para arrumar e resolver da casa nova, mas a gente estava feliz.

Depois, no sonho, a gente se casou na Igreja e foi uma loucura. O padre falava umas coisas sem noção e pulava o roteiro do casamento; a gente ficava se olhando sem entender nada; uma hora eu lembrei: as alianças! E ele mandou entrar. Depois, na festa, todos os nossos amigos e familiares estavam presentes e foi outra loucura. A gente dançou Corinne Bailey Ray cantando Paul McCartney e, quando todo mundo já estava indo embora, também dançamos Radiohead. A gente estava felizão.

Então, dentro do sonho, eu sonhava umas bobagens. Foi quando eu senti medo, quando eu sonhei que me sentia distante da minha família enquanto você ainda tinha presente a sua. Acordei angustiada, sem entender o que estava acontecendo, e me dei conta de que a zoada que eu ouvia era você preparando o nosso café.

Eu ia ver meus pais naquela noite e no dia seguinte a gente ia para nossa “lua de mel” a.k.a. show do Radiohead – algo que eu nunca desejei ver na minha vida, mas você estava felizão. E eu só conseguia ficar agradecida por sonhar/viver assim, com você, dias de tanta alegria.

Eu vi, amei e recomendei o filme da Mulher Maravilha

Eu não tinha a intenção de assistir o filme da Mulher Maravilha, até todo mundo começar a falar sobre ele. Fui na estreia sem saber o que esperar. A única produção anterior da Mulher Maravilha que haviam feito foi uma série de TV que minha mãe assistia quando era criança, e da série eu só sei o nome da atriz, repetido por minha mãe algumas vezes: Linda Carter. Continuar a ler “Eu vi, amei e recomendei o filme da Mulher Maravilha”

Abrindo novos caminhos em 2017

O ano de 2016 foi cheio de desafios. Questões político-econômicas fizeram com que nós ficássemos zonzos, sem entender o melhor caminho a seguir, muitas vezes perdidos. Era preciso colocar a cabeça no lugar, observar quais as perspectivas e opções, e seguir rumo o que achávamos que daria certo. Porque a vida não tem receita e porque muitas vezes o erro pode nos levar ao acerto, o caminho que escolhemos nesse ano desnorteado nos levou a algum lugar.

Agora, quando um ano novo está prestes a se anunciar, precisamos analisar mais uma vez o que de bom e de ruim 2016 nos trouxe e o que fazer para que nossas realizações traga ainda mais frutos. O que você espera de 2017? Quais novos caminhos tentar para alcançar novas ou velhas metas? Taí a vida nos dando outra chance de conseguir vivê-la da melhor forma possível.

Deste ano de 2016 eu vou levar novos amigos, com quem tive possibilidade de discutir sobre estratégia e comunicação digital, além de novos aprendizados e alguma bagagem profissional que tive a sorte de realizar em diferentes momentos do ano com diferentes empresas.

Em 2017 quero abrir novos caminhos, conhecer pessoas novas com objetivos similares aos meus, para que juntos possamos criar novas possibilidades. O mundo do marketing digital cresceu bastante em importância na minha vida neste ano de 2016 e encontrei nele a minha realização pessoal. Para mim, trabalhar com pessoas que busquem encontrar essa mesma satisfação é a melhor forma de passar os dias e é algo que eu quero fazer por um bom tempo. Espero que possa encontrar com você nessa jornada e que possamos juntos encontrar novos caminhos em 2017!

O futuro das agências de comunicação, por Silvio Meira

Daqui a 50 anos, em 2066, os motoristas de carros vão acabar, os telefones celulares vão virar dispositivos com funcionalidades espalhados por nosso corpo e as agências de publicidade vão precisar se adaptar ao ciclo de vida dos negócios ou serão extintas. Quem cantou o fim do mundo como a gente conhece hoje foi Silvio Meira, numa palestra dada aos profissionais, clientes e convidados da agência Morya (onde trabalho), em Salvador.

Não arrisco que todos saíram satisfeitos da conversa mas, caramba, ele deixou todo mundo zonzo!

Silvio falou sobre suas pesquisas, os trabalhos que desenvolve na ikewai, mostrou uma foto da sua mesa e explicou porque utiliza sete (!) computadores ao mesmo tempo. Mas entre as mensagens que ele quis passar à plateia que ora ria e ora ficava admirada, a mais interessante para o meio foi que as agências de comunicação têm que entender o ciclo de vida dos negócios que representa, observar os clientes de modo captar suas necessidades e a criar estratégias para trazê-los de volta.

Agências não devem se manter à publicidade, pelo contrário, elas devem explorar as informações que sabem sobre os clientes (por meio de redes sociais, geolocalização, conexão à internet) e vender estratégias que reforcem o clico de vida de uma empresa.

É claro que essa fórmula mágica de fazer uma empresa de comunicação estar sempre “para jogo” não é simples, nem torna o caminho mais fácil. Nesses próximos 5, 10 ou 50 anos será preciso muita adaptação e vontade de mudança constante, para se adequar às novas tecnologias do mercado.

A “conversa” com Silvio me fez lembrar de outra conversa, dessa vez entre Marília Gabriela e o empresário Facundo Guerra, em que ele explica a ela o “segredo” de ter tantos negócios: gostar de resolver problemas. Os empreendedores têm que entender que precisam resolver os problemas das cidades, dar sua contribuição ao crescimento da sociedade ao mesmo tempo em que tiram o sustento dela, é um trabalho de simbiose.

Infelizmente não gravei nenhum vídeo da palestra de Silvio (mas aqui um registro desse momento) e não tenho como dividir ainda mais essa experiência nesse post, mas a entrevista de Facundo dá para assistir abaixo.